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Como Evitar os Altos Custos na Manutenção de Árvores?

manutenção de árvores

Vivemos num tempo em que a consciência coletiva está despertando para o significado de Sustentabilidade, ou melhor, para a importância do Desenvolvimento Sustentável. É preciso prosperar e evoluir economicamente, mas ao mesmo tempo, preservar e até mesmo recuperar o ambiente em que vivemos.

A arborização urbana tem sido um importante recurso neste processo e atualmente, a presença de árvores nas cidades tem se tornado quase universal. Porém, para que a arborização funcione de forma positiva no meio urbano, são necessários planejamento e manutenção adequados, evitando assim altos custos no processo.

A arborização urbana proporciona benefícios estéticos, ecológicos, físicos e psíquicos, políticos, econômicos e sociais, amplamente abordados por diversos autores. Por outro lado, as árvores também possuem alguns valores econômicos negativos, resultado de problemas causados a outros elementos do meio urbano, como levantamento de calçadas devido a raízes superficiais; queda de galhos sobre prédios, carros e até mesmo pedestres; contato com a rede elétrica causando interrupções no fornecimento de energia; folhas a serem varridas e conflitos com outros componentes do meio urbano. Outro ponto negativo inclui o requerimento de manutenção de árvores.

Biondi e Althaus (2005) dividem as práticas de manutenção de árvores em:

  1. a) medida preventiva – evita e previne eventuais problemas que as árvores possam sofrer nas ruas ou, ainda, a superação de algum dano com pouca significância;
  2. b) medida remediadora – atenua uma falta ou um mal e pode reparar ou corrigir um problema ocorrido com a árvore no meio urbano, geralmente ao tronco, ocorridos por fatores naturais ou injúrias mecânicas, tais como: acidentes com veículos, ventos e vandalismo;
  3. c) medida supressória – se destina a suprimir, alterar ou eliminar a árvore do local por fatores relativos ao próprio indivíduo ou o meio urbano. É aplicável em caso de árvores com doenças, pragas epidêmicas ou ataque de erva-de-passarinho, risco de queda ou morte comprovada; a remoção de flores e frutos desagradáveis ou com princípios alérgicos ou ainda a remoção de árvores a pedido da população.

 

Uma das práticas de manutenção mais importantes é provavelmente a poda de árvores, principalmente para preservar a saúde e aparência da árvore e prevenir danos à vida e propriedades.

As podas quando bem realizadas, irão assegurar que as plantas mantenham sua estrutura forte e sadia, e em árvores jovens irão resultar em menos podas corretivas quando estas estiverem adultas. Já ao se falar em remoção ou supressão de árvores, deve-se entender como algo normal, pois cada espécie tem uma determinada longevidade e influência no ambiente urbano.

O monitoramento da arborização é fundamental neste processo, sendo uma interface entre o planejamento e a manutenção. Este monitoramento depende inicialmente de um inventário de árvores, que irá proporcionar informações como número de árvores de uma região, composição de espécies, tamanho e idade, localização, condição atual/necessidade de manutenção, estado fitossanitário, dentre outros parâmetros, que servirão para um acompanhamento periódico e um planejamento e/ou ações pautados na realidade.

 

Custos envolvidos na arborização urbana, e como otimizá-los:

Um conhecimento completo dos benefícios e dos custos de cada elemento do programa de manejo de árvores é um passo importante na competição pelo orçamento. As pessoas querem saber quanto vale e quanto custa alguma coisa, por isso para ganhar parte do escasso dinheiro da administração, um manejador da arborização tem que conhecer o valor monetário do recurso árvore (TATE, 1993).

 

Estudos no exterior sobre custos e benefícios da arborização:

Em Chicago (EUA), McPherson (1996), estimou que o plantio de 50 mil árvores e sua manutenção por 30 anos custaria US$ 8,4 milhões, enquanto os benefícios conferidos pelas árvores deveriam ser de US$ 23,5 milhões. Na cidade de Modesto (EUA), com aproximadamente 91179 árvores públicas (1 árvore para cada 2 residentes) foi realizado estudo para saber se os benefícios da floresta urbana justificavam o orçamento anual de US$ 2 milhões com sua manutenção. Os resultados indicaram que os benefícios obtidos excediam os custos de manutenção de árvores por um fator de aproximadamente 2.

Os gastos foram de US$ 2,6 bilhões com florestas urbanas (US$ 14,36/residente, US$ 28,77/árvore) e os benefícios totais anuais foram de US$ 4,95 milhões (US$ 27,12/residente, US$ 54,33/árvore), com benefícios líquidos de US$ 2392,00 (US$ 12,76/residente e US$ 25,55/árvore).

Grey e Deneke (1986) destacam que ao considerar a árvore como qualquer elemento pertencente à infraestrutura urbana, pode-se valorizá-la em importância e em valor monetário, de forma equivalente aos mesmos. Dressel, citado por Detzel (1993), considera que as árvores representam um sexto dos bens mais valiosos que uma cidade possui em melhorias, e não valem menos, em termos monetários, do que os investimentos em escolas, ruas, esgotos e redes de água.

 

Arborização Urbana no Brasil:

No cenário brasileiro, e mais especificamente em Companhias Elétricas, dentre os processos de O&M, destaca-se o Manejo de Vegetação, composto pelo planejamento e execução da poda de árvores do ambiente urbano e da limpeza da faixa de servidão das redes e linhas rurais. Neste processo, é aplicado cerca de 80% dos recursos de despesa operacional da manutenção preventiva, com reflexos ainda em corretiva nos casos de ocorrências, além de representar a maior causa de interrupções sustentadas do fornecimento de energia.

Adicionalmente, temos neste processo, um significativo risco de impacto ambiental por ter intervenção direta no meio ambiente, cujos procedimentos de execução estão diretamente relacionados a requisitos legais que extrapolam as instruções internas da companhia.

Portanto, é notório que a busca contínua no aprimoramento do processo de manejo da vegetação tem efeito direto e imediato no resultado operacional em termos de custos e qualidade da energia, bem como na gestão ambiental, minimizando os riscos de aplicação de sanções legais e pecuniárias referentes à legislação ambiental aplicável.


O uso da tecnologia para redução de custos:

Sabemos hoje que a melhor e mais eficaz maneira de reduzir os custos operacionais do manejo da vegetação é através da inserção de uma ferramenta tecnológica de auxílio à gestão de árvores, em suas fases de planejamento, execução e controle.

Informações sobre as árvores urbanas em bancos de dados computadorizados permitem a qualquer momento que o planejamento da arborização possa ser revisto e não se constitua em um instrumento estático e desatualizado (GERHOLD; STEINER; SACKSTEDER, 1987). É a tecnologia como principal aliada de uma gestão eficaz e sustentável de um dos grandes ativos da comunidade: as árvores urbanas.

Dentre diversas vantagens e motivações para a utilização de uma ferramenta tecnológica na gestão da arborização urbana, podemos destacar:

:: Visão de toda a cadeia de atividades;

:: Mudança de patamar da gestão do manejo de vegetação, com aplicação de sistema computacional de manipulação de dados georreferenciados;

:: Constante atualização de dados;

:: Seleção de alvos para a intervenção eficaz;

:: Expansão das visões de planejamento e execução, permitindo maior e melhor resultado final;

:: Minimização de serviços de emergência na manutenção corretiva, com reflexos positivos nos custos e qualidade de fornecimento;

:: Melhor planejamento e acompanhamento do trabalho das equipes em campo;

:: Maior agilidade na análise e resposta a órgãos do poder público, quando de questionamentos oficiais por intervenção na vegetação.

 

Basicamente, a poda de árvores é realizada via quatro principais entradas, sendo, poda programada, poda a pedido do cliente, poda emergencial e tratamento de reincidência.
Vejamos uma tabela que retrata reduções estimadas do processo de poda em empresas brasileiras de energia elétrica, com o uso de um sistema de gestão.

 

Atividade Etapa Redução Estimada
Com sistema de gestão
1. Poda programada Planejamento de inspeção, criação de OS’s e acompanhamento geral Redução de 30% (HH)
Inspeção Redução de 20% (HH)
Recebimento de OS e programação da execução, acompanhamento da execução, apropriação de custos, pagamento Redução de 20% (HH)
Execução da poda (árvore, cerca viva, recolhimento de galhos) Valores similares (HH)
2. Poda a pedido do cliente Administração Redução de 20% (HH)
Execução da poda Redução de 60% ($)
3. Poda emergencial Atendimento do plantão Sem o sistema informatizado não há controle e possibilidade de estimar valores. Com o sistema há possibilidade de controle.
Execução da poda
Faturamento do serviço
4. Reincidência Cadastro
Faturamento do serviço
*HH = Homem Hora **$ = Valor monetário

 

Para as atividades técnicas e administrativas estima-se uma redução de 20% do tempo gasto pelos técnicos com o planejamento de inspeções e monitoramento do sistema elétrico. Com a utilização de um aplicativo com mapeamento das árvores, será possível melhorar a programação de poda e acompanhar pendências e execução.

Estima-se que com melhor controle do processo, com o estabelecimento de ciclos de poda confiáveis e com o monitoramento constante da interação árvore e rede, a demanda de clientes por podas sofrerá uma redução e a despesa com este serviço é a que mais pode ser evitada, gerando uma economia de gastos de até 60%.

Além disso, embora não especificado na tabela acima, com o melhor controle do processo estima-se reduzir consideravelmente as atuações de poda emergencial e tratamento de reincidência. Itens que além de resultarem em diminuição de gastos, colaboram para a operação do sistema e o cumprimento de metas de DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) – (metas do setor elétrico).

As principais vantagens agregadas a um sistema de gestão estão relacionadas com melhorias no processo de poda de árvores, incluindo o monitoramento constante da inspeção e execução de podas, bem como a otimização de recursos de mão de obra nos momentos de planejamento, acompanhamento e pagamento das atividades.

Sendo assim, pode-se concluir que a aplicação da tecnologia, com possibilidades de melhoria contínua e de integração com outros sistemas, aliada à alteração de alguns procedimentos da gestão do manejo da vegetação traz ganhos significativos ao processo, otimizando a redução de custos totais na cadeia e eficiência nos processos; além de valorizar as árvores, este ativo tão importante nas cidades modernas e que buscam o desenvolvimento sustentável.

 

Redação: João Ameno – Analista Comercial da Digicade
Revisão: Camilla Greco – Analista de Marketing da Digicade

 

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