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Um Papo sobre Realidade Aumentada, Inteligência Geográfica e Internet das Coisas

realidade aumentada google maps

Há alguns anos atrás falar de Pokémon era coisa de criança, pelo menos até o lançamento recente do jogo para smartphones Pokémon GO. Agora, falar desses monstrinhos virou assunto sério e que mexe com pessoas de todas as idades. Estão todos curiosos para saber como funciona o jogo, porque virou uma febre e ainda como ele conseguiu fazer uma empresa (a Nintendo) que estava em baixa ter seu valor de mercado elevado em US$ 7,5 bilhões “isso mesmo, US$ 7,5 bilhões” em apenas 2 dias.

Cito aqui este fenômeno atual para exemplificar o uso de um recurso tecnológico que é o grande segredo de tanto sucesso do jogo Pokémon GO – a Realidade Aumentada.

A realidade aumentada trata da integração de informações virtuais e visualizações do mundo real.

Ambientes do mundo real são captados por dispositivos tecnológicos (como a câmera de um celular) e os elementos deste ambiente tais como sons, vídeos, gráficos, dados de GPS e uma série de informações sensoriais que não enxergamos a olho nu, são aumentados ou suplementados com informações virtuais geradas por computadores e como resultado, temos a nossa percepção da realidade. O ambiente se torna interativo e digitalmente manipulável. É como se a informação sobre o ambiente e seus objetos se transformassem numa camada sobreposta ao mundo real.

 

Realidade Aumentada e Inteligência Geográfica

Como o nosso negócio é Inteligência Geográfica, te convido então a imaginar as infinitas possibilidades que podem nascer ao associarmos o Google Maps, o melhor mapa do mundo, aos recursos da realidade aumentada.

Dentro das informações “visíveis” na superfície do mapa existe um vasto mundo de dados e informações relevantes que combinadas às aplicações da realidade aumentada, poderiam transformar o modo como vivemos atualmente.

O modelo de licenciamento Google Maps API Premium Plan é composto por diversas APIs (Application Programming Interface) de diferentes funções, todas ligadas à inteligência geográfica. A utilização desses recursos poderia ser a chave certa para criação de aplicativos que combinariam o “mundo real” com o virtual, ampliando nossa visão e percepção de realidade.

 

A Internet das Coisas

A combinação de realidade aumentada com geolocalização é um dos grandes passos dentro dessa era da Internet das Coisas (IoT – Internet of Things).

Imagine você caminhando pelas ruas enquanto os muros da cidade vão exibindo informações úteis sobre o que você vai fazer? Os celulares ou wearables (que são as tecnologias para vestir, como os relógios inteligentes) deixarão de ser “bolhas” nas quais nos isolamos do mundo real em busca de informações virtuais para se transformarem em ferramentas que conectarão a grande nuvem de informação ao ambiente real.

 

As possibilidades para um futuro bem próximo

Imagine o que podemos fazer com a Google Places API, por exemplo: O Places API contém mais de 100 milhões de empresas e pontos de interesse de todo o mundo, atualizados com frequência. Mas, lembre-se que esse enorme banco de dados só é útil se você está visualizando o Google Maps em seu PC ou smartphone. Já com a aplicação desses dados em um modelo de realidade aumentada, você estará andando pelas ruas da cidade e de acordo com suas preferências, buscas anteriores, informações de redes sociais e configurações que preferir, esses locais poderão exibir informações sem que você esteja olhando para um mapa, como na lente de seus óculos, no relógio que estiver usando ou mesmo através da câmera do seu celular.

Com a evolução dos mapas indoor e da maior precisão da localização via GPS, você poderá ser guiado em um aeroporto até o portão de embarque do seu voo, ou dentro de um museu até a ala de seu interesse, sem que tenha que parar, digitar e interromper sua interação com o ambiente. Talvez no futuro os celulares nem precisarão de tantos recursos, passando a ser apenas leitores de informações sobrepostas à realidade, permitindo que você permaneça no contexto do que você está fazendo e ao mesmo tempo interaja com outro objeto.

Você passará em frente a um restaurante e poderá visualizar o menu disponível sem ter que entrar no estabelecimento. Poderá entrar no seu veículo e dizer que está com fome, então opções de restaurantes drive-thru poderão ser exibidos no para-brisa do seu carro, pelo qual você escolhe a melhor opção e então é exibida sua rota até o restaurante (usando a Directions API do Google Maps). Chegando na fila do drive-thru, usando a realidade aumentada, o Menu poderá ser exibido em seu para-brisa como se ele fosse um dispositivo interligando o mundo físico a informações virtuais.

Nos supermercados, poderemos ter uma realidade totalmente diferente da atual. Em breve, os produtos, gôndolas e carrinhos serão inteligentes. Não teremos necessidade de caixas e muito menos de aguardarmos nas filas. Para ilustrar o que estou dizendo, imagine um supermercado do futuro (nem tão distante, afinal já seria possível tudo isso no presente):

Você pega um carrinho no supermercado e vai fazer suas compras. Este carrinho está equipado com um dispositivo com câmera e GPS, que recebe sua lista de compras do seu celular, via bluetooth. O dispositivo avalia todos os itens da lista e confirma a disponibilidade dos mesmos no supermercado, cruza informações de mapeamento indoor e traça uma rota entre as gôndolas para você encontrar os produtos.

Se precisar de mais informações de um produto, você o posiciona em frente a câmera do celular e serão exibidos dados nutricionais, preço médio do item, etc. A sua compra será muito mais inteligente do que somente o ato de comprar. E finalizada a compra, todos os itens terão seus valores somados e você poderá pagar usando o próprio dispositivo em seu carrinho ou o supermercado poderá criar contas associadas aos consumidores e no fim do mês ocorre o débito em conta corrente, evitando filas e possibilitando mais comodidade ao consumidor.

 

Interface digital no mundo

Hoje não há razão para que cidades ou as coisas com as quais interagimos em nosso dia a dia não tenham uma interface digital. Seja um prédio ou um estabelecimento comercial, tudo pode beneficiar o usuário por meio de uma interface digital, enviando informações de interesse a ele que, pode interagir com elas ou não. Tudo que possui uma interface física com as pessoas hoje, pode se tornar muito mais útil e rico em termos de informação, agregando uma interface digital.

Em todos cenários citados acima, pode-se utilizar APIs disponíveis no Google Maps Premium Plan, como: Geocoding, Geolocation, Directions, Places e muitas outras. As possibilidades são infinitas ao combinarmos a inteligência geográfica à realidade aumentada e à internet das coisas. O importante é começarmos a pensar nestas possibilidades para contribuirmos com mudanças positivas no mundo e no modo como que vivemos.

Muitas vezes a questão não é inventar a roda, e sim usá-la de maneiras novas, ou seja, realizar e interagir com coisas as quais já estamos acostumados e acomodados. As ferramentas para a mudança estão mais do que nunca na nossa frente, cabe a nós utilizarmos estas ferramentas com criatividade para a transformação positiva da sociedade e do planeta. Apenas imagine uma interface digital no mundo ao seu redor!

“As ideias estão no chão, você tropeça e acha a solução…” (A Melhor forma – Titãs)

 

Redação: João Ameno – Analista Comercial Digicade
Revisão: Camilla Greco – Analista de Marketing Digicade

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