Como definir amostra de pesquisa?

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Ao se perguntar “De quantos respondentes preciso?”, o que você quer dizer é “Qual deve ser o tamanho da minha amostra para que eu possa estimar com precisão a minha população?”. 


Saber como definir a amostra de pesquisa não precisa ser um processo complicado, mas é importante prestar atenção em alguns passos que serão resumidos neste artigo.

Vamos lá?

O que é uma amostra de pesquisa?

Primeiramente, vamos contextualizar de maneira simples: a amostra de pesquisa é uma parte representativa do público a ser pesquisado.

Ao realizar uma pesquisa com os consumidores de cerveja, por exemplo, não é necessário ou mesmo possível mapear e conversar com todos os consumidores de cerveja do Brasil.

Portanto, a amostragem de pesquisa seria uma parcela dos consumidores de cerveja e que pode representar o total da população do estudo a partir de critérios estatísticos e metodológicos.

Para ser ainda mais direto e didático: para sabermos o sabor de um bolo não é necessário comer o bolo inteiro, com um pedaço já saberíamos qual é o sabor, certo?

O bolo seria a população que se deseja pesquisar, e o pedaço seria a amostragem (ou amostra).

Para entender o que é amostragem precisamos primeiro definir o conceito de amostra. A amostra de uma pesquisa é um recorte sociodemográfico que permite entender o comportamento de uma população por meio de uma parcela dela.

Já a amostragem diz respeito ao processo de determinação de uma amostra. É a forma com que o pesquisador seleciona o grupo de pessoas que vai compor os respondentes de sua pesquisa.

A amostragem é um processo essencial, já que é por meio dela que conseguimos acompanhar dados, preferências, comportamentos e até opiniões de uma população inteira com base em uma amostra do mesmo.

O que eu preciso saber antes de definir a amostragem de uma pesquisa?

Para definir a amostragem em uma pesquisa, primeiro, é necessário definir os seus objetivos e o público que deseja atingir. De qual informação você precisa? A resposta para essa pergunta contribuirá com a definição da população que será investigada.

Por exemplo: se a ideia é saber por que as pessoas possuem TV por assinatura em um estado, você pode contar com todos os habitantes deste estado e perguntar se eles contam com o serviço e por quê. Com o emprego de uma amostragem, você selecionaria um grupo de indivíduos (amostra) para realizar as mesmas perguntas.

Tipos de amostragem

Durante esse processo, é fundamental eleger o método mais alinhado aos seus objetivos de pesquisa. Elencamos a seguir alguns exemplos possíveis. Mas é preciso reforçar que existem vários outros métodos disponíveis quando o assunto é amostragem.

Amostragem probabilística

Para que uma amostragem seja considerada probabilística, é necessário que todos os elementos da população apresentem uma probabilidade maior que zero de serem selecionados para compor a amostra.

Além disso, a probabilidade de cada elemento a ser selecionado tem que ser precisamente conhecida para que os resultados da pesquisa não sejam considerados tendenciosos.

Em métodos probabilísticos, é importante ter um critério imparcial na escolha de quem irá responder o questionário, como por meio de um sorteio aleatório de respondentes que irão participar da pesquisa, por exemplo.

Alguns exemplos de amostragem probabilística são:

  • Amostragem aleatória simples;
  • Amostragem aleatória estratificada;
  • Amostragem por conglomerados;
  • Amostragem sistemática.

Amostragem não probabilística

O uso da amostragem não probabilística ocorre quando as probabilidades de conhecimento e seleção de sua amostra são desconhecidas, e não existe uma base para cálculo da população e erro amostral.

Ao optar por uma amostragem não probabilística deve-se levar em conta que, nesta técnica, as amostras serão selecionadas sem a obrigação de qualquer equilíbrio com a população total pesquisada.

Normalmente, a amostragem não probabilística trabalha com os sujeitos disponíveis em uma esquina ou em outros locais com grande circulação de pessoas.

É importante destacar que, nos casos em que a amostragem não probabilística é usada, não se pode falar em margem de erro, já que a seleção dos elementos que compõem a amostra foi aleatória.

Alguns tipos de amostragem não probabilística são:

  • Amostragem de conveniência;
  • Amostragem consecutiva;
  • Amostragem de cotas;
  • Amostragem bola de neve;
  • Amostragem por julgamento.

Mas como definir uma amostra de pesquisa? É o que veremos a seguir.

Como definir uma amostra de pesquisa: 6 pontos fundamentais

A definição da amostra de pesquisa envolve 6 elementos, confira cada um deles e descubra qual a amostragem ideal para uma pesquisa.

1. Perfil de amostragem

O perfil da amostra é o conjunto de características da população que vai ser usado para definir o grupo a ser pesquisado.

O critério para definir o perfil da amostragem da pesquisa pode ser baseado em características demográficas como idade, sexo e classe social, assim como em características atitudinais de comportamento de consumo, por exemplo.

É importante ter bastante cuidado nessa etapa, uma vez que deixar de incluir algumas características relevantes pode levar a conclusões erradas.

A etapa de definição do público-alvo de uma pesquisa é essencial para o sucesso de todo o projeto.

Antes mesmo de pensar em amostra de pesquisa, é preciso ter certeza de estar pensando nas pessoas certas para o objetivo da pesquisa.

Com quem você quer falar? Que características o seu público tem comum? Quais são os critérios que os respondentes precisam atender para dar opiniões relevantes no seu questionário?

Definir bem o público é o primeiro passo para acertar na amostra de pesquisa. É a partir daqui que os objetivos da pesquisa serão – ou não – atendidos.

2. Conheça bem a sua população

A população é um termo de pesquisa que significa o total de pessoas que representam o público-alvo do seu estudo. É esse o número inicial que você deve ter para definir corretamente a amostra.

Para definir a amostra a partir da população, você precisa definir quão exata a pesquisa deve ser. Se você precisa que os resultados da sua pesquisa tenham 100% de precisão, é necessário entrevistar todos os indivíduos da sua população. É o que acontece nas pesquisas de censo, por exemplo.

Então, para definir sua amostra, conheça bem a sua população em questão de números e de características que ela possui. Para chegar a uma parcela da população para entrevistar, tenha certeza de que os critérios desses escolhidos respeitem as devidas proporções da população da sua pesquisa.

3. Estabeleça a margem de erro com a qual vai trabalhar

A margem de erro é a diferença percentual máxima entre os dados de uma amostra de pesquisa com os dados reais da população desta pesquisa. Não há como definir uma amostragem sem levar isso em consideração.

Ao realizar uma pesquisa, você vai trabalhar com estimativas e opiniões pessoais. Portanto, não se preocupe, essa margem de erro é comum.

Vamos colocar de uma maneira mais prática. Sua empresa está realizando uma pesquisa de mercado utilizando uma determinada amostra de pesquisa. Isso significa que não serão entrevistadas todas as pessoas da sua população, mas sim uma parcela representativa dela, certo?

As respostas e opiniões desta amostragem vão representar o pensamento ou visão do todo. Já a margem de erro corresponderia a quantos pontos percentuais aquelas informações podem variar, para mais ou para menos.

Por exemplo: caso 80% de sua amostra de pesquisa tenha declarado que concorda com determinada frase, e estamos utilizando uma margem de erro de 5 pontos percentuais, a concordância com a frase será entre 75% e 85%. Ou seja, 5 pontos percentuais para cima ou 5 pontos percentuais para baixo.

4. Nível de confiança e amostra de pesquisa

O nível de confiança de uma pesquisa é a certeza de que os dados obtidos estão dentro da margem de erro.

Um exemplo: se o nível de confiança é de 95%, se você repetir a pesquisa 100 vezes, com amostras aleatórias, em 95 dos casos o resultado será o mesmo.

5. Como definir o tamanho da amostra de pesquisa

O tamanho da amostra de pesquisa depende diretamente do tamanho da população a ser investigada e da margem de erro aceitável para você.

Amostra de Pesquisa
Veja como definir uma amostragem com o auxílio da tabela acima.

Nela, trabalhamos com um intervalo de confiança de 95%. Caso a população que você esteja pesquisando sejam homens, da classe AB, que moram em São Paulo e consomem a marca de sorvete X, estamos falando de uma população total de 5 mil pessoas.

Se buscamos uma margem de erro de 5% (informação na coluna), ao lermos o cruzamento da linha (5000) e coluna (5%), chegamos ao número de amostragem ideal de 370 casos. Viu como é simples?

Quanto vai custar a sua pesquisa

As pesquisas de mercado estão cada vez mais acessíveis para todos os públicos. Hoje, com as ferramentas digitais, qualquer empresa pode fazer uma pesquisa mais facilmente e gastando pouco. Mas quem chega até esse estágio no momento de definir a amostra de pesquisa, deve considerar os pontos acima e cruzá-los com o quanto está disposto a gastar.

É possível fazer pesquisas até mesmo gratuitamente, com seus próprios contatos, mas é grande a chance de que eles não representem opiniões neutras ou sejam uma amostra representativa da população alvo da sua pesquisa. 

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